Varejo em alta!

24, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

 

Varejo projeta alta de 6,5% nas vendas de janeiro

 

O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), aponta alta de 6,5% nas vendas de janeiro de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é que o volume de vendas em fevereiro e março cresça 5,3% e 6%, respectivamente, sobre os mesmos meses de 2011.

A exemplo da maioria das sondagens realizadas ao longo de 2011 e dos resultados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), o segmento de bens não-duráveis, como supermercados, hipermercados, farmácias, drogarias, perfumarias e alimentação fora do lar, projeta crescimento mais tímido em relação à medição anterior. A estimativa de crescimento é de 6% em janeiro, 4,5% em fevereiro e 4,3% em março. Historicamente, os não-duráveis têm o maior peso nas medições do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e contribuem com cerca de 40% no índice da PMC.

O segmento de bens semiduráveis, como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, sinaliza uma perspectiva mais otimista em relação ao que foi apontado na sondagem passada, e prevê aumento de vendas de 4,7% em janeiro, 4,2% em fevereiro e 5,8% em março.

O varejo de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e material de construção, praticamente manteve suas projeções e aponta perspectivas positivas em comparação aos outros segmentos, com taxas de crescimento de 8,8% em janeiro, 7,7% em fevereiro e 9,5% em março.

Fonte: empreendedor.com.br  

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Celulares Samsung, LG e RIM são certificados pela Visa

20, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

 

Smartphones estão aptos a utilizar o sistema payWave, que permite utilizá-los como se fossem cartões de crédito.

A Visa adicionou smartphones da Samsung, Research In Motion (RIM) e LG à lista de dispositivos certificados para trabalhar com os mais de 180 mil terminais de pagamento NFC na Europa.

Todos os produtos credenciados rodam o aplicativo payWave da Visa em um cartão SIM protegido, e usam comunicação por proximidade (NFC, na sigla em inglês) para transmitir dados aos terminais. Os primeiros celulares a ganhar o suporte são os mais populares de cada fabricante: Galaxy S II, Optimus Net, e BlackBerry Bold 9900 e 9790, e Curve 9360.

O sistema payWave permite aos usuários completar transações tanto com o cartão de crédito quanto com o celular. Para isso, basta levar o smartphone junto ao sensor e esperar poucos segundo pelo fim do procedimento. A certificação é uma parceria entre a Visa Europe – que atua no continente europeu – e a Visa Inc., que coordena as atividades da empresa no mundo inteiro.

Embora o padrão tenha avançado em 2011, o ritmo foi inferior ao esperado, analisa John Devlin, diretor de pesquisas do instituto ABI Research. Para ajudar em sua popularização, a Visa assinou um acordo com a Google, fazendo com que o payWave seja compatível com o Wallet da gigante.

Para este ano, a Visa se diz otimista. Segundo Mary Carol Harris, diretora de mobilidade para a Europa, 2012 será importante para firmar mais parcerias, de modo que várias companhias possam atuar juntas e fazer com que o pagamento digital chegue a mais pessoas.

“O ano será decisivo para que a pagamento móvel se prove prático, mostre como pode ser utilizado em situações cotidianas e prepare a estrutura para uma adoção maciça em um futuro próximo”, afirmou.

No momento, a bandeira de cartões está trabalhando com a Samsung para um celular especial para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. “Os olhos estarão voltados a Londres e é uma oportunidade de mostrar às pessoas o quão conveniente e segura a tecnologia é”, disse Carol Harris.

Fonte: IDG News Service

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2012 – Iniciando o relacionamento com o Cliente

19, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

 

Cadastro de clientes: o caminho das pedras para uma relação de sucesso

Por Alcides Ortiz

Em meio a toda essa mudança no cenário de oferta e concessão de crédito, temos acompanhado agora a implantação do Cadastro Positivo, que, certamente, dará nova roupagem às relações comerciais entre cliente e fornecedor. Ainda neste cenário é fundamental entender a importância de tratarmos “com carinho” a nossa carteira de compradores e entendê-los para que possamos prever seu comportamento.

Entender as preferências, a sazonalidade, o perfil de consumo, o estágio de vida, entre outras tantas variáveis, será o grande diferencial nas relações comerciais. O cliente gosta de carinho, de ser bem tratado, de receber uma correspondência com seu nome correto, de ter “mimos no atendimento“. Afinal, quem não gosta de sentir-se realmente especial e “notado”?

Por isso, a Ficha Cadastral é o ponto de partida para conhecermos bem quem é nosso cliente. Nela, devem estar contidas as informações que permitirão a correta avaliação do perfil de quem está comprando. Este arquivo deve ser elaborado de maneira objetiva, fazendo com que o preenchimento seja simples e rápido.

Todas as informações devem ter uma utilidade, ou seja, se a informação não vai servir para auxiliar a correta identificação do perfil do cliente, não deve estar na ficha cadastral.

É comum vermos em algumas fichas espaços mínimos para o proponente e/ou avalista preencherem. O que deve ser revisto, já que faz com que estes tenham que abreviar palavras e as reduções nem sempre obedecem regras da língua portuguesa, o que dificulta o entendimento.

Devemos ser o mais claro possível, escolhendo bem os termos que darão nomes aos campos que serão preenchidos. Exemplo: Filiação: Pai/Mãe.

Sempre que um termo utilizado na ficha cadastral possa dar margem a erros de interpretação, devemos substituí-lo por um sinônimo adequado. A clareza e objetividade são fatores primordiais para o entendimento e melhor aproveitamento dos dados.

Nas empresas/instituições que utilizam as “propostas eletrônicas”, aqueles sistemas informatizados que registram os dados da ficha cadastral, a ordem de distribuição dos campos na tela do computador deve ser mais próxima possível da ordem apresentada na ficha cadastral em papel, para facilitar o trabalho de digitação. Isto quando os dois tipos de propostas (papel e eletrônica) existirem.

Os benefícios de um cadastro correto são inúmeros, tanto para a empresa que o faz, quanto para o comércio. Veja algumas dicas para ter um bom cadastro:

• Acesso rápido à informação;

• Atualização periódica das informações;

• Geração de novos dados a partir das informações armazenadas no Banco de Dados;

• Armazenar, gerenciar e interagir dados e informações de natureza cadastral;

• Monitoramento da carteira;

• Diagnóstico de limite de crédito;

• Planejamento e gestão de atuação;

• Relacionamento com o cliente.

Afinal, só se pode oferecer algo a quem tem interesse. Por isso, conhecer seu cliente é o primeiro passo para fidelização.

Tenha o Cadastro Positivo como primeiro passo e veja no acesso às informações o caminho das pedras para conhecer quem faz sua empresa.

Alcides Ortiz é executivo da Credify, empresa de tecnologia da informação voltada em soluções ao marketing direto e de relacionamento.

Fonte: varejista.com.br

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Legislação não é o fator mais preocupante!

17, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

 

Automação comercial: algo que vai além das obrigações fiscais

Por Michele Tiergarten

O varejo tornou-se um segmento privilegiado dentre os demais, visto que hoje temos inúmeros e crescentes estudos para definir estratégias de gestão. Uma variedade de reflexões em relação às estratégias de marketing surge única e exclusivamente para superar as expectativas do novo consumidor 2.0, que é temido por suas exigências e assim, estimula a concorrência a oferecer o melhor produto, na hora e local exatos. Ressaltando ainda, a imperativa “sob o menor preço praticado pelo mercado”. Ou seja, o consumidor exige e, para satisfazer as suas necessidades, o varejo acata.

Diante deste cenário, o empresário varejista deve repensar as demais estratégias de sua empresa como: “o cliente sempre tem razão” ou agir somente com a ideia de que basta a empresa existir. Mas, como gerir todas as áreas da empresa propondo estratégias voltadas à gestão logística, mensuração de estoques, prevenção a perdas, gestão de preços atrativos, relacionamento com fornecedores e ainda ser competitivo (top of mind) para os consumidores 2.0? Desesperador? Felizmente não.

Nos últimos anos, os investimentos na gestão de negócios varejistas são crescentes e, deste modo, a automação comercial tem crescido exponencialmente. O que era visto como custo da empresa, obrigada a atender a legislação fisco-tributária dos Estados, transformou-se numa poderosa ferramenta que armazena todos os dígitos de crédito e débito.

Atualmente, esse conjunto de números armazenados é denominado como informações gerenciais, as quais possibilitarão ao empresário varejista a tomada de decisões estratégicas diante de cenários críticos ou não, seja entre a empresa e seus clientes, a empresa e fornecedores de mercadorias, ela e concorrentes globais, ou o governo.

O empresário varejista deve ter uma visão de mercado que vai além da obrigação em atender às legislações: PAF-ECF, SPED Fiscal e SPED EFD-PIS/Cofins.

A gestão do comércio varejista e a definição de estratégias para vencer não devem estar dissociadas dos investimentos em automação comercial. Tais investimentos são a garantia de um controle rápido e seguro sobre os mais diversos tipos de vendas e recebimentos, atividades e operações da empresa.

Fonte: CM no Varejo

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Desafio em 2012: criar experiências de compra para fidelizar clientes

12, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

O varejo em 2012

 

Entrevistado: Adir Ribeiro

De um lado a inflação e a contenção de gastos gerada pelo aumento da inadimplência e do receio da crise internacional, de outro a queda do IPI e as expectativas positivas que norteiam o PIB brasileiro. O desempenho oscilante do varejo apresentou crescimento em vendas em relação ao ano passado, mas não deixou de decepcionar o setor. Para Adir Ribeiro, presidente da Praxis Education, os varejistas encontrarão grandes desafios para 2012, entre eles o de criar experiências de compra para fidelizar clientes. Mesmo, assim, o empresário acredita que o varejo deve superar o crescimento do PIB esse ano.

PV – Segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo, em dezembro o varejo apontou alta de 5,5% nas vendas em relação ao ano passado. Como podemos analisar a performance do varejo nesse ano?

Adir Ribeiro – A performance do varejo, de certa forma foi ainda positiva, com números superiores ao crescimento da economia (PIB nacional). Alguns setores se mantiveram bastante movimentados e o nível de ocupação da população tem sido preponderante para a manutenção do consumo. Apesar de já percebermos um certo nível de endividamento dos consumidores, tendo tido reflexo nos meses de setembro e outubro e um pouco em novembro desse ano de 2011.

PV – Após as compras de Natal, o varejo deve sofrer um decréscimo em volume de vendas. Qual a expectativa para o começo do ano?

Adir Ribeiro – Sim, é costumeira essa redução do volume de vendas e certo re-arranjo das contas familiares (excesso de gastos natalinos e festas, contas normais do primeiro mês do ano, matrícula e material escolares, entre outras coisas).

PV – Especialistas afirmam que o varejo deve ter balanço positivo caso o governo consiga controlar a inflação. Qual a expectativa do varejo em 2012?

Adir Ribeiro – Haverá uma pressão dos custos decorrentes do efeito cascata do aumento do salário mínimo de 14% para janeiro, entre outras coisas. Sendo assim as margens devem diminuir, pois os custos aumentarão. O foco deve ser não somente na venda, mas na manutenção da lucratividade do negócio.

PV – Além da inflação, quais são os outros entraves para o sucesso do setor varejista?

Adir Ribeiro – Citados acima, além do problema tributário que é recorrente e a ausência contínua de mão de obra (e também da não preparação pelos próprios varejistas).

PV – Por outro lado, alguns fatores como a redução do IPI e o possível crescimento do PIB podem favorecer o varejo. Quais outros fatores devem beneficiar o setor?

Adir Ribeiro – O governo deverá fazer a sua parte nesse processo de retomada e tem demonstrado, ainda que timidamente, algumas ações nesse sentido e deverá haver uma pressão das entidades empresariais para a manutenção ou a nova ação desse tipo de incentivo.

PV – Qual a expectativa para o acumulado de vendas no ano de 2012?

Adir Ribeiro – Eu acredito ainda num crescimento do varejo em torno de 5 a 7%, o que é superior ao crescimento do PIB nacional, em torno de 3 a 3,5%.

PV – O e-commerce, e a sua expansão, contribuem ou dificultam o crescimento do varejo?

Adir Ribeiro – Hoje o consumidor já tem comportamento multicanal, ou seja, o desafio se torna integrar as operações de varejo loja física com a internet, pois o comportamento ponderado desse consumidor, super bem informado, vai ditar as regras e estratégias de canais de vendas das empresas, tendo impacto forte no varejo (que é o ponto mais sensível e de proporcionar uma experiência de consumo agradável).

PV – O comportamento do consumidor deve sofrer mudanças no ano que vem?

Adir Ribeiro – Cada vez mais antenado e informado, com acesso a tecnologia de ponta e querendo cada vez mais se sentir importante, a experiência de consumo deverá ser preponderante para a fidelização desse consumidor, que tem diversas opções. No passado não havia muita opção de compra, hoje ao contrário, não há compra sem opção. Com isso, o consumidor exigirá mais dos varejistas no encantamento dos clientes, na satisfação de suas necessidades e nas ofertas adequadas para cada tipo de consumidor.

 Fonte: Portal do Varejo.

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Bons ventos sopram aos varejistas em 2012

11, janeiro, 2012 marketing Sem comentários

 

O consumo continuará aquecido no ano que vem devido ainda ao aumento de renda nas camadas mais pobres, levando o setor varejista – incluindo o segmento de supermercados – a superar mais uma vez a economia.  

Por Patrícia Büll

A economia é dinâmica e o cenário que parece certo hoje pode não se confirmar amanhã, dependendo de como os fatores evoluem. Atualmente, por exemplo, uma das maiores dúvidas dos economistas é o impacto que a crise europeia poderá ter no Brasil no ano que vem. A expectativa deles é de que o PIB (Produto Interno Bruto) termine este ano entre 3,3% e 4,3%. Para 2012, as previsões são de alta de 3% a 4%. Já em relação ao varejo, ainda em função dos ganhos de renda da população, apontam expansão de até 7%, indicando mais um ano sem crise para o setor.

Uma prova disso é a disposição das empresas de autosserviço em investir. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), no ano que vem, o setor vai aplicar R$ 5 bilhões em construção e reforma de lojas, além de tecnologia. Para Sussumo Honda, presidente da entidade, a expectativa quanto às vendas também é positiva. Afinal, o reajuste do salário mínimo em 2012 ficou acima do esperado, alcançando R$ 622,73, alta de 14,3% em relação ao valor atual. Isso significa que mais de R$ 40 bilhões serão injetados na economia e poderão ser destinados ao consumo. Hoje, quase 50 milhões de brasileiros têm remuneração atrelada ao mínimo.

Para se ter uma ideia dos efeitos de uma nova alta na renda, as vendas de alimentos poderão crescer 4,5% em volume e 3,5% a 4% no faturamento em 2012, conforme a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação). Neste ano, apesar de uma acomodação desde agosto, o mercado deve fechar com receita 5% superior aos R$ 330 milhões de 2010, já descontada a inflação do período.

Outro segmento que espera expansão em 2012 é o de produtos de limpeza. Segundo a Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins), o aumento deverá ser dois a três pontos percentuais acima do PIB, enquanto neste ano o crescimento estará alinhado com o da economia. Maria Eugenia Proença Saldanha, presidente executiva da entidade, lembra que o avanço se justifica pelo fato de os produtos serem considerados essenciais pelo consumidor.

Conjuntura dá sinais de reação
Entre os fatores que contribuirão para que o consumo mantenha sua trajetória de ascensão, está o processo gradual de redução da Selic, taxa básica de juros, iniciado no final de agosto e cujos efeitos positivos serão mais sentidos a partir do primeiro trimestre do ano que vem.

Outro indicador que aponta um cenário favorável às vendas é o de Perspectiva Econômica, medido pela Serasa Experian, que tem como proposta sinalizar os movimentos da economia para os próximos seis meses. A boa notícia é que a leitura de agosto mostrou uma inversão no comportamento até aquele mês, quando voltou a ficar positivo. O aumento foi de apenas 0,1%, atingindo 98,8 pontos, porém marca a primeira alta desde outubro de 2009.

Essa mudança de direção apontada pelo indicador mostra que o atual processo de desaceleração da economia deverá se encerrar neste ano, com a atividade econômica recuperando-se a partir dos meses iniciais de 2012. De acordo com a análise da Serasa Experian, o reajuste de 13% previsto para o salário mínimo e as eleições municipais são elementos que também deverão contribuir para uma economia mais aquecida no ano que vem.

Expectativas para o PIB
Por conta desses indicadores, Luiz Goes, sócio-sênior da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza, acredita que a economia vai crescer 4% no ano que vem, repetindo o percentual de 2011. “Depois de anos seguidos de crescimento exuberante das compras no mercado interno, problemas de logística e de qualidade de mão de obra ficarão mais evidentes nos próximos anos à medida que a economia amadurece, o que poderá reduzir o ritmo de expansão”, afirma Goes.

Já a consultoria LCA projeta um crescimento de 3,3% da economia em 2012, revisando a projeção anterior de 3,5%. Boa parte dessa ligeira queda nas expectativas se deve à redução da Formação Bruta e Capital Fixo, que representa os investimentos realizados na economia. Segundo Bráulio Borges, economista-chefe da LCA, ao esperar um crescimento menor, os agentes econômicos reduzem os gastos e investimentos e justamente isso contribui para a menor expansão.

Classes mais baixas continuam puxando Consumo
“Ainda falta muita gente ganhar poder de consumo, e a tendência é de que isso ocorra por meio do incremento da classe C, que deverá continuar nos próximos anos, embora em ritmo menor do que nos últimos.” Quem afirma é Luiz Goes, sócio da GS&MD – Gouvêa de Souza. É o que comprova pesquisa do instituto Data Popular indicando que até 2014 a classe C aumentar sua participação, respondendo por 58,3% do total dos brasileiros. Hoje, dos cerca de 193 milhões de habitantes do Brasil, 53,9% pertencem a essa classe social. Para Denis Ribeiro, economista da Abia, essa camada ascendente incorporou um novo padrão de consumo difícil de retroceder. E isso é bom para a economia como um todo.

Inflação começa a cair
Com um PIB mais comportado, a inflação também deverá registrar redução no ano que vem. A expectativa é de que o índice se aproxime do centro da meta de 4,5% ao ano estabelecida pelo Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central), com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. “Com a estabilização do crescimento da economia nos mesmos níveis de 2011 – que apostamos em cerca de 4% sobre 2010 – a inflação também deverá voltar a patamares mais aceitáveis”, afirma Goes, da GS&MD.

Já para a consultoria Tendências, a inflação deverá cair para cerca de 6% em 2012, mantendo-se assim abaixo do teto de 6,5% almejado pelo Banco Central, mas ainda acima do centro da meta. Para este ano, a consultoria acredita que a inflação superará o teto, atingindo de 6,6% a 6,8%.

Seja como for, uma coisa parece certa. O setor de varejo – incluindo o supermercadista – vai continuar em ascensão, ainda que em ritmo menor do que o de 2010. Afinal, os ganhos de renda continuam contribuindo para que as pessoas comprem mais e melhor. E é nisso que o supermercadista precisa se concentrar: em maneiras de atender cada vez melhor seus clientes.

Fonte: Supermercado Moderno

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Repensando as estratégias de marketing no varejo

28, dezembro, 2011 marketing Sem comentários

 

A relevância do PDV no varejo cross channel

O impacto crescente do mundo digital no varejo vem ganhando espaço nas discussões estratégicas das empresas, levando ao questionamento frequente do papel que as lojas físicas terão no futuro, sobretudo em categorias em que o comércio eletrônico vem crescendo mais rapidamente, como livros, eletroeletrônicos e vestuário.

O assunto é complexo e merece ser analisado sob diversos prismas. De forma geral, é muito difícil imaginar que as lojas não continuarão a desempenhar um papel fundamental no consumo. É provável que a penetração dos canais digitais cresça e que em algumas categorias possa ser até mesmo dominante. De outro lado, as lojas se reinventarão, buscando constantemente o elemento que garantirá sua sobrevivência e crescimento com rentabilidade: a relevância. Ou seja, é preciso que haja clara definição de posicionamento e proposta de valor da marca, papéis dos canais e forma de entregar valor consistentemente ao longo do tempo, para criar e realimentar os vínculos de confiança que mantêm os consumidores próximos às marcas.

Para vislumbrar o papel e a transformação dos pontos de venda físicos no futuro é preciso segmentar a análise por setor, categoria de produtos, segmento de atuação da empresa e posicionamento. Os atributos que manterão a loja relevante são distintos e a experiência de compra decorrente, também.

Em operações de moda, as lojas cumprem um papel fundamental de construir imagens a partir de estilos de vida, valorização de produtos e histórias criadas com eles. Marcas como Abercrombie & Fitch, Uniqlo, H&M, Zara, Osklen e Le Lis Blanc não teriam alcançado o valor aspiracional que carregam sem as lojas e não poderão prescindir delas no futuro. Já em produtos eletrônicos e digitais a loja possibilita experimentação, descoberta e interação. A Apple Store foi um pilar fundamental para que a marca alcançasse o sucesso dos últimos anos.

As lojas permitem interação com produtos e pessoas e isso não vai perder atratividade, desde que se interpretem as transformações e se incorporem os recursos que o mundo digital permite desenvolver de forma integrada para operações multicanal. As lojass podem gerar valor e relevância a partir de distintos atributos.

Atributos emocionais – a capacidade de valorizar produtos que estimulem compras por impulso e cross merchandising; a construção de imagens atreladas a estilos de vida e personalidade; a possibilidade de transformar a experiência de compra em algo envolvente e prazeroso e a tangibilização de inovações em produtos e conceitos.

A valorização de produtos é um elemento fundamental de atração das lojas. Saber selecionar, coordenar, expor, comunicar e embalar produtos modifica sensivelmente a percepção de valor. Algo que não é necessariamente restrito a produtos de moda ou sofisticados. Redes de supermercados descobrem a resposta que mudanças na exposição de perecíveis e comida pronta geram nas vendas. Marcas de amplo alcance, como Zara, H&M e Uniqlo, transformam o valor dos produtos pelo seu tratamento no ponto de venda. No Brasil, C&A, Renner, Riachuelo e Marisa conseguem levar crescentemente atualidade, informação de moda e experiência de compras para um espectro abrangente de consumidores.

Atributos racionais – já no plano racional, lojas se distinguem por amplitude e edição de sortimento; conveniência e praticidade; e por preços percebidos como mais competitivos que propostas de valor equivalentes. O fenômeno dos supermercados de descontos na Europa (como Aldi, Lidl e Netto) ou dos “atacarejos” brasileiros (Atacadão, Assai) mostram a força que propostas racionais claras podem ter. A oferta de produtos da Media Markt em eletroeletrônicos na Europa permite amplas comparações em todas as categorias.

Atributos híbridos – há ainda atributos que mesclam razão e emoção, como agregação de serviços, soluções, experimentação e interação com pessoas. A Apple reinventou a experiência de compra de produtos eletrônicos e digitais e foi seguida por diversos operadores especializados. Nas lojas Apple, Best Buy, Currys ou Fast Shop é possível comparar, degustar, instalar e obter suporte para produtos que são commodities. Os serviços diferenciam a entrega da loja.

As oportunidades para desenvolvimento e expansão de lojas permitem segmentar e diversificar formatos para ocupar mais espaço. A britânica Tesco opera sob uma mesma bandeira hipermercados, supermercados, lojas de vizinhança, lojas de conveniência, catálogo e ecommerce. O grupo Inditex possui amplo portfólio de formatos de moda (Zara, Massimo, Dutti, Bershka, Oysho, Kiddy’s Class, Pull and Bear, Stradivarius), além da Zara Home.

Esse movimento que vem se intensificando entre grandes grupos no Brasil é o de segmentar e diversificar formatos. O Grupo Pão de Açúcar já opera uma diversificada plataforma de formatos e bandeiras, que incluem supermercados com posicionamentos distintos (Pão de Açúcar e Extra Supermercado), hipermercados, lojas especializadas em eletroeletrônicos e móveis (Casas Bahia, Ponto Frio), lojas de conveniência (Minimercado Extra), postos de combustíveis, farmácias, além de canais de vendas digitais em ecommerce e mcommerce. Neste ano, a Renner adquiriu a rede especializada em presentes e produtos para casa Camicado, implantou formato compacto e pilotos de loja monomarca Blue Steel. Já a Marisa implantou lojas especializadas em lingerie.

O mercado brasileiro ainda tem espaço e oportunidades para desenvolvimento e expansão de redes de lojas. Empresas como Grupo Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Máquina de Vendas, C&A, Renner, Riachuelo, Marisa, Drogasil, Pague Menos, Hering e Cacau Show expandiram suas redes em velocidade superior ao crescimento do mercado, ampliando participação e capilaridade.

As compras acontecem por diversas motivações: necessidade, conveniência, impulso, desejo, oportunidade ou prazer. As lojas devem saber quais delas atender e com que atributos estimular escolhas. Os pontos de venda físicos devem incorporar o mundo digital e integrar o melhor de cada experiência para aproximar o cliente da marca.

Pesquisa realizada pela GS&MD – Gouvêa de Souza com consumidores em lojas de diversos segmentos mostra oportunidades e desafios para repensar a loja e manter o negócio relevante. Conveniência e rotina são poderosos geradores de tráfego e conversão para as lojas, particularmente para categorias e formatos voltados a compras repetitivas e programadas. Esse é o caso de supermercados e farmácias, em que 82% e 85% dos consumidores, respectivamente, vão à loja por proximidade de casa / trabalho ou por estarem passando em frente ao ponto de venda. A conversão é elevada – 92% para supermercados e 64% em farmácias – e a loja é vista como destino primário pela possibilidade de interagir com produtos e ter apoio e envolvimento de pessoas.

As oportunidades, nesses casos, estão em tornar a compra menos mecânica, racional e motivada por necessidade e obrigação; e, em vez disso, reforçar valorização de produtos, inclusão de serviços e criatividade em integração e desenvolvimento de novos formatos. Na Europa, por exemplo, vêm multiplicando-se modelos de drive-thru, como Real, Auchan, Carrefour e Continente. São lojas para retirada, com horário programado, de compras feitas via internet. É uma solução prática e simples para unir os mundos físico e digital e poupar tempo e esforço. Já a Eataly vem reinventando a experiência de comprar, vivenciar, aculturar-se e degustar alimentos em ambientes envolventes, estimulantes e emocionais.

Em eletroeletrônicos e digitais há motivações ligadas à experimentação de produtos e negociação de preços. A taxa de conversão é a mais baixa: 15%. As lojas precisam cada vez mais reforçar o contato físico com o produto, a orientação e edição da oferta e a agregação de serviços que permitam configurar soluções para os clientes. É o movimento que realizam Apple, Best Buy e Fast Shop.

Em produtos de moda há muita descoberta, exploração de produtos e abertura para impulso. A conversão média é baixa (24%) e o grande desafio é capturar os shoppers pelo impacto e valorização de produtos, merchandising e experiência no ponto de venda.

As lojas continuarão a desempenhar um papel determinante para o varejo. A integração com os canais digitais torna-se imperativa e deve valorizar e fortalecer o ponto de venda físico. A busca da relevância pressupõe um profundo entendimento dos consumidores, de suas relações com as categorias e dos motivadores de compra.

Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio-sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza

Fonte:  GS&MD – Gouvêa de Souza

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Sucesso no Varejo: venda de brinquedos

22, dezembro, 2011 marketing Sem comentários

 

Venda de brinquedos para o varejo cresce 8% no Natal, diz Abrinq

A indústria registrou aumento de 8% nas vendas de brinquedos ao varejo no Natal deste ano, na comparação com mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos).

O presidente da entidade, Synésio Batista da Costa, atribui o aumento a uma maior produção (6% em relação a 2010), à manutenção dos preços de anos anteriores e à retomada de mercado dos importados chineses (2% no período).

“Estamos levando à frente projeto para retomada de 15% do mercado de brinquedos importados”, diz.

O Natal representa 30% das vendas da indústria de brinquedos no ano e o Dia das Crianças, 40%.

“Pelas projeções, o setor deve faturar em 2011 R$ 5,7 bilhões, uma alta torno dos 8% em relação a 2010″, afirma Costa.

O setor de brinquedos é composto por 442 indústrias que empregam 28 mil trabalhadores em todo o país.

Fonte: Folha Online

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Às vésperas do Natal

20, dezembro, 2011 marketing Sem comentários

 

Os cuidados para todas as frentes, nesta época do ano

A grande demanda de compras nesta época do ano geralmente causa erros e demora no pagamento, além de mau atendimento, interrupção dos sistemas de cartão de crédito e débito, congestionamento de consultas aos órgãos de proteção ao crédito, entre outras situações.

Por um lado o consumidor deve evitar o clima consumista e procurar ser mais cauteloso. Se não houver o mínimo de planejamento, os gastos podem sair do controle. Para estes casos recomenda-se estabelecer um limite para as compras.

Antes de adquirir qualquer produto, principalmente aqueles mais caros, o cliente precisa buscar, por exemplo, informações sobre suas especificidades, localização das Assistências Técnicas (no caso de aparelhos eletrônicos) e certificados de qualidade do produto. “O fornecedor não é obrigado a trocar um produto sem defeito, mas o lojista pode fazê-lo dentro do prazo estipulado para troca”, explica Marília Fernandes, advogada especializada em Direito Empresarial.

Já os produtos eletrônicos devem ser testados na frente do consumidor, no momento da compra, dentro da loja. “Este ato dá segurança tanto para quem vende quanto para quem compra. É interessante para o lojista fazer com que isso conste inclusive na nota fiscal”, complementa Marília.

As condições de venda oferecidas pelo comerciante devem constar no pedido ou na nota fiscal, assim como o prazo para troca. Produtos vendidos muito abaixo do preço de mercado possuem prazos de troca diferentes ou não podem se trocados, desde que devidamente informado ao consumidor no momento de sua aquisição. Por isso é interessante desconfiar de ofertas tentadoras.

Ainda com relação ao pagamento, os prazos de entrega da mercadoria e de depósito dos cheques pré-datados precisam ser observados. Se o pagamento for parcelado é importante verificar a taxa de juros incidente no cartão de crédito ou no cheque especial. Talvez não seja interessante para o cliente, por exemplo, estender uma dívida neste período do ano, pois há outras despesas previstas para o começo de 2012, principalmente tributárias.

“As informações relevantes devem ser repassadas sempre por escrito. Esta providência não deve ser tomada apenas para proteger quem compra, mas também para a segurança de quem vende. Dessa forma, se houver o descumprimento de qualquer cláusula, ambas as partes terão meios de exigir o cumprimento do contrato pela via judicial, se necessário”, completa a advogada.

Fonte: CM no Varejo

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Sefaz/SC contra a sonegação no comércio varejista

15, dezembro, 2011 marketing Sem comentários

O fisco catarinense se especializará para apertar o cerco contra a sonegação no comércio varejista do Estado com a fiscalização de Emissores de Cupom Fiscal por Denise Borges.

A Secretaria da Fazenda inaugurou na tarde desta terça-feira (13) o novo laboratório de hardware e software, onde auditores fiscais serão treinados para fiscalizar as empresas usuárias dos equipamentos Emissores de Cupom Fiscal e do Programa Aplicativo Fiscal (PAF-ECF). A sala de treinamento com duas estações de trabalho está localizada no prédio da SEF no Centro Administrativo, em Florianópolis.

Serão realizadas simulações de diferentes situações em dois tipos de restaurantes: um que fornece ECFalimentos a quilo e outro que controla o atendimento por mesas. “É como se os restaurantes estivessem dentro do laboratório. Ele permitirá a capacitação dos auditores com a utilização de equipamentos e programas aplicativos que serão encontrados nas fiscalizações do comércio varejista, aliando teoria à prática”, afirma o gerente de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, Francisco Martins. Para a Operação Veraneio 2012, os auditores se especializarão no laboratório antes de saírem a campo.

O simulador foi montado com o apoio da Associação Brasileira de Automação Comercial (Afrac), que doou as duas estações de trabalho de restaurantes. O presidente da Afrac, Zenon Leite Neto, veio pessoalmente à Florianópolis fazer a entrega dos equipamentos e softwares. As próximas estações para os demais setores, como, por exemplo, supermercados, joalherias e lojas de calçados, serão instaladas a partir do ano que vem.

Fonte: Sefaz/SC

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